Autora: Lúcia Machado de Almeida
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Editora: Ática (Coleção Vagalume)
Infanto-Juvenil
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Resumo: Crime e Enigma. O que significa Spharion e por que esta palavra aparece misteriosamente gravada no rosto de um velho garimpeiro encontrado morto no interior de Minas Gerais? É o que vai tentar descobrir Dico Saburó, um rapaz que tem poderes paranormais, com o auxílio do jornalista Pedro e de um investigador famoso, o inspetor Pimentel.
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Resenha
Pra inaugurar essa nova série do blog, escolhi um livro que é provavelmente o pior que já li na minha vida: Spharion.
Uma palavra pra descrever ? Nonsense.
Spharion é o típico livro que você encontra em qualquer biblioteca de escola (assim como todos os outros da série Vagalume). Eu mesmo li a alguns anos atrás como trabalho de escola, e me vi obrigado a esolher outro livro pra resumir.
Pra começar, o livro não tem meio, só começo e fim. A história, que no início pode parecer promissora, não se desenvolve. Não vemos praticamente nada sobre os supostos poderes paranormais de Dico Saburó, o que acabamos lendo são fatos aleatórios e completamente desinteressantes sobre a vida dele e um ou outro ''crime'' cometido pelo temido Spharion: O Homem Com Um Cilindro Na Cabeça. E também temos o inspetor Pimentel, que acabou avulso nisso tudo, mesmo sendo famoso de outros livros da autora ele não faz NADA digno de atenção. E como sempre (pelo menos nos livros que eu li), ele não resolve o caso a tempo...
As únicas partes boas, se é que podemos chamá-las assim, são as verdadeiras pérolas que aparecem no decorrer da narrativa. Por exemplo: em uma das muitas partes dispensáveis do livro, a pequena cidade recebe a visita de um astro da música mundialmente famoso, e no ápice do show, ele desce do palco para beijar a irmã do protagonista e logo em seguida receber uma bordoada do mesmo. Ou então quando Dico salva a vida do pai, matando o vírus da pneumonia com o seu poder da mente (???). Ou até mesmo numa pequena parte, onde o pai de Dico adentra seu quarto e seu filho se apressa em esconder uma revista intitulada ''Belezas Nuas''. O livro está cheio de momentos bizarros assim. Mas com certeza o ouro vai pro final.
Não vou falar muito pra não estragar se é que alguém ainda vai querer ler depois disso mas depois de toda essa encheção de linguiça, nós humildes leitores ainda não sabemos absolutamente NADA sobre o vilão Spharion, quando os nossos ''heróis'' encontram o seu diário ... e a primeira data é exatamente a mesma em que começa o livro, e então o inspetor solta a seguinte frase:
''- AH! Que pena! Parece que não saberemos nada sobre o passado de Spharion''.
Bem, e o que acontece logo a seguir nos deixa sem saber nada sobre o passado, o presente, o futuro, quem ele é, qual seus objetivos, nós terminamos a droga do livro do mesmo jeito que começamos, sem saber NADA.
E é por isso que esse livro é quase um insulto a quem sabe ler .-. O pior dos piores MESMO . Se depois disso tudo você ainda quiser lê-lo, boa sorte, ele deve ser facilmente encontrado em qualquer livraria ou biblioteca.
Nota: 1 (não vai ganhar zero por me fazer perceber que nem todo livro que conseguiu publicado tem que ser no minimo razoável)




